N.º 6 | Fevereiro de 2010

Os recursos aplicados na prevenção de riscos profissionais criam valor sustentado para as organizações. De facto, o investimento em Higiene e Segurança proporciona um retorno do investimento excelente uma vez que todos os anos as empresas e o estado gastam quantias bastante significativas em custos associados a doenças profissionais e acidentes de trabalho, custos que de uma forma directa ou indirecta vão direito aos resultados das empresas. 

As quedas, cortes, queimaduras e intoxicações continuam a ser as grandes causas de ida das crianças às urgências hospitalares. As crianças, sobretudo até aos 3 anos de idade, não têm capacidade para avaliar o perigo, e qualquer objecto que encontram em casa se pode transformar num brinquedo muito interessante. Há que prestar particular atenção aos botões, tampas e rolhas de garrafas, moedas, pregos pequenos, parafusos e até a alguns brinquedos com peças demasiado pequenas. Os mais pequenos gostam de levar tudo à boca e este tipo de objectos constituem, para eles, um enorme perigo, pois as crianças podem engasgar-se e até sufocar.          

A qualidade de produção deixou de ser o lema das chefias e a quantidade passou a ser a nova máxima que todos são obrigados a aceitar para se manterem no mercado de trabalho. A equipa de trabalho deixou de ser uma segunda família, para passar a ser meramente um exército de formigas operárias, indiferenciadas e anónimas, que devem produzir o máximo possível, a baixo custo e sob quaisquer condições.

Apesar de empregar cerca de 3,6 milhões de pessoas em toda a União Europeia (UE), o sector da limpeza, continua a ser considerado,  na generalidade, como a indústria da “Gata Borralheira”, não sendo considerada como uma actividade principal, não obstante os serviços de limpeza serem necessários a todas as empresas, independentemente do seu tamanho. E, em muitos casos possuir um papel determinante uma vez que em algumas actividades uma má higiene poder acarretar o encerramento da empresa, como é o caso, por exemplo, de estabelecimentos pertencentes à indústria alimentar e farmacêutica, em que uma deficiente higienização das instalações pode conduzir à perda da licença de exploração.

Aumentam, cada vez mais, as evidências de que uma alimentação inadequada (incluindo o consumo de álcool), juntamente com a inactividade física e a obesidade, constituem factores fundamentais no desenvolvimento de um grande número de doenças crónicas graves, tais como a diabetes, as doenças cardiovasculares, a osteoporose e o cancro, entre outras.
Tem-se desenvolvido particularmente o estudo da influência da alimentação nas doenças oncológicas, sendo os tumores mais relacionados com uma alimentação e consumo de álcool inadequados o cancro da boca e faringe, da laringe, esófago, fígado, pâncreas, pulmão, colo-rectal, mama, próstata e rim.