N.º 44 | Maio de 2013

Em Portugal, segundo dados divulgados pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, no primeiro trimestre deste ano, 124 pessoas perderam a vida em acidentes de viação nas estradas nacionais, 372 sofreram ferimentos graves e 7.720 ferimentos ligeiros. Considerando que a condução é, em numerosas circunstâncias, um ato de trabalho, não somente na atividade profissional em si (como transporte pesado e ligeiro de mercadorias, transporte de passageiros, etc.), mas também como um importante complemento da mesma, verifica-se que os dados estatísticos não traduzem quantos dos acidentes ocorridos na estrada são considerados igualmente acidentes de trabalho.

Assinalou-se no passado dia 28 de Abril, o Dia Nacional da Prevenção e Segurança no Trabalho, sendo o tema central da campanha de 2013, em alinhamento com a temática escolhida pela OIT, “A Prevenção das Doenças Profissionais”. Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho, ocorrem anualmente em todo o mundo cerca de 270 milhões de acidentes de trabalho e 160 milhões de doenças profissionais tendo custos económicos que ultrapassam os 4% do PIB mundial. Estima-se ainda que aproximadamente 2.34 milhões de pessoas morrem, anualmente, derivado de uma, ou outra, ocorrência. Das cerca de 6300 mortes diárias relacionadas com o trabalho, 5.500 são causadas por vários tipos de doenças profissionais.

As dermatites de contacto representam a principal forma de alergia da pele, causada pelo contacto direto com substâncias do exterior. Surgem, no mínimo, um a dois dias após o contacto e são necessárias várias exposições até o indivíduo se tornar alérgico, sendo a doença profissional registada com maior frequência. Apesar de, na maioria dos casos, não produzirem quadros clínicos considerados graves, as dermatites de contacto são, com frequência, responsáveis por desconforto, prurido, ferimentos, traumas, alterações estéticas e funcionais que interferem na vida social e profissional do indivíduo.