N.º 76 | Dezembro de 2016

Estimados Clientes, Parceiros e Colaboradores,                           

Eis-nos chegados ao Natal, época festiva que pela sua harmonia convida à reflexão da vida, em várias das suas vertentes. É, pois, um tempo de paz, de alegria, de abertura, de proximidade, de gestos concretos de acolhimento.

Muitos momentos que constituem a vida do Grupo 4Work, nos seus 17 anos de existência, só foram possíveis com a vossa colaboração e dedicação. No fundo, com a vossa gratidão. Acreditamos que, também em 2016, todos vós continuarão a ser um pilar fundamental do Grupo 4Work. 

Contamos com cada um.

Que este seja um Feliz Natal! E que 2016, seja mais um ano em que renovamos, com confiança, as razões da nossa esperança.

A Administração do Grupo 4Work

Pensar em cidadania é pensar em dignidade de vida e qualidade no acesso a bens e serviços.

Ser cidadão é ter a garantia, por lei, da possibilidade de ter direitos como Homem. 

É, pois, neste sentido, que o estagiário tem o direito de se educar e ser respeitado nas suas diferentes opiniões, sempre com o seu principal lema de que “aprender é o principal papel de um estagiário”.

Com pouca ou nenhuma experiência, sai da casca do ovo e abre os olhos para um novo mundo, em que terá de lidar com relações interpessoais, ética e responsabilidade, entre outros valores fundamentais, para o seu crescimento pessoal e profissional. 

Por vezes, a vivência é complicada, já que o mundo descontraído da Faculdade fica longe do quotidiano empresarial.

É durante o estágio, que o estagiário começa a moldar a sua personalidade, dando espaço à criação de um novo profissional.

Há empresas, nas quais está incluído o Grupo 4Work (4Work e Presmed), que aproveitam jovens talentos, ensinando-lhes o seu modo de trabalhar, para que, no futuro, disponham de pessoas customizadas às suas necessidades. 

Os estágios são uma troca. Ao mesmo tempo em que a empresa disponibiliza condições para que o estagiário aperfeiçoe os conhecimentos teóricos adquiridos, ganha produtividade com as boas práticas que ele pode trazer.

O estagiário é um profissional multifacetado que se pode transformar num gerador de ideias, quando consegue agregar os seus conhecimentos teóricos à prática diária. Se a empresa, em trabalho conjunto com ele, conseguir identificar objetivos comuns, ambos tirarão dividendos que permitam a evolução profissional do estagiário e o aumento da produtividade da empresa.

O estagiário deve ter autonomia, embora tutelada, respeitando a evolução de seu desempenho dentro da equipa, numa perspetiva de participação e aprendizagem, de forma a contribuir para uma melhoria contínua dentro da organização.

No presente, as empresas terão que se munir de recursos humanos de elevada qualidade, para que se possam preparar para os desafios organizacionais no futuro.

Se às universidades cabe o papel de colocar pessoas bem preparadas no mercado de trabalho, às organizações cabe dar-lhes oportunidades reais de crescimento e desenvolvimento pessoal e profissional.

A Direção-Geral da Saúde, através do Programa Nacional de Saúde Ocupacional, lançou uma campanha de sensibilização para alertar os médicos quanto à obrigatoriedade de efetuar o diagnóstico e a participação da Doença Profissional.

A participação da Doença Profissional é um elemento crucial para desencadear todo o processo de certificação e reparação dos danos emergentes da doença profissional, incluindo a reabilitação e a reintegração profissional, de reconhecida importância, por possibilitar a proteção e promoção da saúde do trabalhador e por permitir desencadear uma estratégia preventiva no contexto da Saúde Ocupacional.

A Doença Profissional é toda a doença contraída pelos trabalhadores na sequência de uma exposição a um ou mais fatores de risco presentes na atividade profissional, nas condições de trabalho e/ou nas condições técnicas usadas no trabalho. Em Portugal, está publicada a Lista das Doenças Profissionais, que integra 5 capítulos distintos no Decreto-Regulamentar n.º 76/2007, de 17 de julho:

Capítulo 1 – Doenças provocadas por agentes químicos;

Capítulo 2 – Doenças do aparelho respiratório;

Capítulo 3 – Doenças cutâneas e outras;

Capítulo 4 – Doenças provocadas por agentes físicos;

Capítulo 5 – Doenças infeciosas e parasitárias.

De salientar, que qualquer lesão corporal, perturbação funcional ou doença não incluída na “Lista das Doenças Pro¬fissionais”, em que se prove ser consequência, necessária e direta, da atividade profi¬ssional exercida pelo trabalhador e não represente normal desgaste do organismo (artigo 283.º da Lei n.º 7/2009, de 12 de fevereiro – Código do Trabalho) é também considerada Doença Profissional.

Os principais fatores de risco profissional, associados a cada Doença Profi¬ssional, bem como, alguns exemplos de atividades ou tarefas suscetíveis de ocasionar Doença Pro¬fissional, constam da “Lista das Doenças Pro¬fissionais” e devem ser utilizados como orientação e referência.

O reconhecimento de Doença Pro¬fissional exige ao médico assistente, para além do habitual diagnóstico clínico da doença, a correlação entre a atividade profissional e a sua repercussão no estado de saúde do trabalhador. 

Neste sentido, a articulação entre a vigilância médica e a monitorização do ambiente de trabalho onde o trabalhador está inserido, realizada pelos Serviços de Saúde Ocupacional ou Serviços de Saúde e Segurança do Trabalho, é condição indispensável para diagnóstico de Doença Profissional.

A participação de Doença Pro¬fissional é da responsabilidade de todos os médicos, embora o Médico do Trabalho, responsável pela vigilância da saúde do trabalhador, seja o que usualmente reúne mais informação sobre a relação trabalho-doença. Assim, todos os médicos, que no exercício da sua atividade profi¬ssional, procedam ao diagnóstico de uma Doença Pro¬fissional, deverão proceder à Participação de Doença Profissional, sendo esta uma obrigatoriedade legal (artigo 1.º do Decreto-Lei n.º 2/82, de 5 janeiro).

Compete, ainda, ao Médico do Trabalho e ao Técnico de Segurança e Higiene no Trabalho, ajudar a prevenir a exposição dos trabalhadores aos fatores de risco profissional, e nesse sentido, desencadear medidas preventivas e/ou corretivas, no local de trabalho.

A confirmação de Doença Profissional obriga o empregador a assegurar ao trabalhador a ocupação em funções compatíveis com o seu estado (artigo 283.º da Lei n.º 7/2009, de 12 de fevereiro) e condições de trabalho adequadas ao seu estado de saúde (artigo 155.º da Lei n.º 98/2009, de 4 de setembro).

A Doença Profissional conduz a grandes perdas de capacidade humana e de produtividade de trabalho, assim como, conduz a um aumento de custos com cuidados de saúde e reabilitação profissional.

A Doença Profissional pode ser prevenida. Colabore na sua prevenção.