N.º 81 | Junho de 2016

O Grupo 4Work disponibiliza semanalmente, a todos os seus parceiros, clientes e colaboradores, uma consulta de Medicina Desportiva.

 

O exercício físico e a prática desportiva são de uma importância fundamental para o bem-estar das pessoas e para o tratamento e prevenção de doenças. 

 

A Medicina Desportiva é uma especialidade médica que implica investigar a influência do exercício praticado por pessoas saudáveis e por pessoas doentes, com a finalidade de prevenir, tratar e reabilitar. 

 

Desta forma, esta especialidade compete avaliar e acompanhar os praticantes de atividade físico-desportiva antes, durante e após a prática desta atividade. Por outro lado, a Medicina Desportiva está direcionada não só para atletas de alta competição, assim como para pessoas que não sejam atletas, mas que procuram utilizar a atividade física como lazer e descontração.

 

A Medicina Desportiva está cada vez mais presente na sociedade. Nem que seja pelo sedentarismo e a dieta inadequada, como prováveis causas de morte mais frequente do que o tabagismo. A partir do ano 2000, a obesidade, que apresenta incidência e prevalência em ascensão, foi a responsável por cerca de 16,6% das mortes (400.000 óbitos) nos Estados Unidos da América, enquanto 18,1% das mortes está relacionadas com o tabagismo (435.000 óbitos), que mostra taxas decrescentes. Estas causas de óbito são passíveis de prevenção e a Medicina Desportiva atua direta ou indiretamente sobre ambas as causas. 

 

A atividade física deve ser vista, antes de tudo, como uma ferramenta mais importante da verdadeira medicina preventiva e a Medicina Desportiva como a especialidade responsável por sua supervisão na área médica. 

 

Presentemente, a sociedade exige cada vez mais necessidades, tanto nas áreas da prevenção, como terapêutica, promoção da saúde e também na alta competição. Acompanhando esta tendência e a efetiva expansão do mercado profissional é necessário formar cada vez mais médicos desta especialidade.

 

O mercado de trabalho, para um médico desta especialidade, é cada vez mais abrangente, podendo verificar-se a necessidade destes profissionais para exercer as suas funções em clubes desportivos ou até mesmo em escolas nomeadamente ligadas ao desporto, onde o estímulo e a orientação adequada da atividade física deve ser parte obrigatória dos programas de promoção da saúde.

 

O envolvimento desse especialista em todas estas ações, mais do que recomendável, deve ser mandatário por razões técnicas, profissionais e, sobretudo, éticas. A perspetiva de realização de uma competição de jogos (o Mundial de Futebol, o Euro, Jogos Olímpicos) cria uma situação favorável à visibilidade dessa especialidade e seu estabelecimento definitivo como uma grande área para a atuação profissional dos médicos com esta formação.

O trabalho ocupa grande parte da nossa vida é no local de trabalho que despendemos 8 horas do nosso dia. Uma das consequências do trabalho são as lesões e as patologias que dele advêm e que por vezes causam incapacidade e podem até podem causar invalidez.

 

Mas o que é a Osteopatia?

Segundo o General Osteopathic Council, “A Osteopatia é uma profissão de cuidados de saúde primários, que se foca no diagnóstico, tratamento, prevenção e reabilitação de transtornos músculo-esqueléticos e suas repercussões no estado de saúde geral do paciente”.

 

Em que situações é que a osteopatia pode ajudar?

A Osteopatia é muito útil nas lesões por esforços repetitivos e/ou distúrbios osteo-musculares relacionados com o trabalho. Estas lesões são provocadas por movimentos repetitivos ou por posições inadequadas, designadas por posturas não ergonómicas, de que resultam patologias, nomeadamente, tendinites, bursites, e/ou alterações álgicas ao nível dos segmentos da coluna vertebral.

 

Por outro lado, nas situações de stress, pode verificar-se alguma sintomatologia, nomeadamente, dores musculares e articulares, cefaleias, problemas com o sono, alterações no apetite e na digestão, etc., que poderão ser minimizadas com a ação de técnicas osteopáticas.

 

O osteopata visa tratar as lesões físicas, principalmente conduzindo ao alívio da sintomatologia dolorosa, procurando desta forma criar condições para que exista uma harmonia em todas as funções orgânicas, e desta forma, poder contribuir para o bem-estar geral.

 

Assim podemos apostar na Osteopatia como uma aliada para melhorar a saúde no trabalho.

Portugal, Turquia e a Grécia são os países europeus onde menos se trabalha em equipa, com valores abaixo dos 50%, ao contrário do que acontece na Noruega e na Suécia, segundo um estudo publicado no Observatório das Desigualdades.

O artigo, da autoria da socióloga Margarida Barroso, analisou as “Desigualdades ocupacionais na dimensão relacional do trabalho”, com base em dados do Inquérito Europeu às Condições de Trabalho, que integra 34 países.

Em Portugal, a amostra de 2010 foi de 1.000 inquiridos. Em 2015, foi aplicada uma nova ronda do inquérito, mas os dados ainda não se encontram disponíveis à comunidade científica.

Segundo os dados do Inquérito Europeu às Condições de Trabalho de 2010, mais de 50% dos trabalhadores afirmam trabalhar em equipa na maior parte do tempo.

Contudo, com este estudo concluiu-se que esta é uma realidade diferenciada por país: Turquia (30,9%), Grécia (40,4%) e Portugal (42,4%) são os países europeus onde menos se trabalha em equipa e onde os valores desta forma de organizar o trabalho não chegam aos 50%.

Pelo contrário, na Noruega e na Suécia, o trabalho em equipa abrange mais de 70% dos inquiridos.

Na Europa, os menores níveis de trabalho em equipa encontram-se no grupo dos operários, artífices e trabalhadores similares, abaixo dos 30%, seguindo-se os trabalhadores das forças armadas e os trabalhadores não qualificados.

A investigação analisou “como a precarização das relações de emprego, e mais concretamente, o sentimento de insegurança no trabalho, pode estar associado a dificuldades no estabelecimento de relações estáveis e cooperativas entre colegas”. 

Em conclusão, no seu local de trabalho, procure desenvolver a sua atividade em equipa, pois enriquece não só o próprio, como os elementos da equipa e a própria organização.

O Grupo 4Work