N.º 85 | Outubro de 2016

Nos dias em que vivemos, pensar que a máquina poderá vir a substituir o Homem, é algo que não nos espanta rigorosamente nada, ou, se espanta, é porque a nossa imaginação não permite ir mais longe, pois, como podemos constatar, cada vez mais, a nossa vida se encontra mais facilitada. 

Isto, devido à imensa ajuda que a máquina dá ao Homem, afirmando mesmo que a tecnologia faz parte da nossa vida e não sabemos e nem conseguimos viver sem ela. 

Ora vejamos: em nossa casa vivemos em função de um click, isto porque tudo que usamos no dia-a-dia é movido através da eletricidade. Esta, que depois ajuda a tecnologia a avançar, como por exemplo cozinhar através da energia, tomar banho através da energia, o nosso computador precisa de energia e sem ele já não somos capazes de viver, entre muitas outras funções que, com a tecnologia, nos tornam a vida mais fácil. 

A máquina veio, cada vez mais, substituir todas as nossas dificuldades do dia-a-dia. Esta situação conduz a um crescimento do desemprego, pois uma só máquina consegue fazer o trabalho de muitos Homens, em menos tempo e com menores custos. Desta forma, tem-se assistido a uma progressiva substituição dos recursos humanos nas empresas por novas tecnologias. 

As tecnologias são uma mais-valia para todo o ser humano. Mas, claro, com tudo isto, também estamos a perder o nosso lugar no mundo. A substituição do Homem será muito complicada e, sem dúvida, muito constrangedora…

O Grupo 4Work

Lesionar-se a ver televisão, engasgar-se com uma maçã ou chocar com um alce… são situações, que apesar de muito estranhas, podem acontecer mesmo aos desportistas profissionais.

Com o intuito de prevenir um conjunto de situações consideradas estranhas ou outras ditas perigosas, os clubes têm os seus atletas com seguros de risco, que impõem nos contratos cláusulas que os proíbem de praticar desportos perigosos, mas, como qualquer pessoa, os atletas profissionais também estão sujeitos a cair na banheira ou a escorregar numa casca de banana.

Os Profissionais do Desporto são trabalhadores como quaisquer outros, que podem desempenhar atividades de risco. Não é disparate tratar este assunto, estabelecendo ligação com a área da Segurança e Higiene no Trabalho, com a identificação de riscos associados à atividade praticada, a elaboração de um plano de prevenção de riscos profissionais, análise de acidentes e/ou outros. 

Tal como o Médico de Medicina Desportiva, também o Médico com a especialidade da Medicina do Trabalho, faz a prevenção de ocorrências ou doenças associadas à atividade desportiva, que poderá condicionar a vida de um jogador/trabalhador.

Departamento de Segurança no Trabalho

Desde que o mundo é mundo, as diferenças gerais entre o homem e a mulher são entendidas.

Segundo alguns estudos, desde épocas remotas, do Homem de Neanderthal, os homens saíam para realizar os trabalhos mais pesados (caça e delimitação do território) e as mulheres ficavam responsáveis por cuidar do local, no qual estavam alojadas, procriar e executar tarefas um pouco mais simples.

Com o avanço da civilização, continuamos a acentuar essas diferenças no nosso dia-a-dia. Durante muitos anos, a mulher foi, fundamentalmente, direcionada para as tarefas domésticas e responsabilidade dos seus filhos, sendo, no entanto, proibida de participar ativamente nas decisões da família e da sociedade.

Subjugada e cansada desta situação, nas últimas décadas, a mulher foi ganhando espaço na sociedade, participando ativamente nas universidades, empresas e instituições. Ainda hoje, existem inúmeras barreiras, mas elas têm saído vitoriosas desses desafios.

Até ao momento, sabemos que existem diferenças físicas entre homens e mulheres e, de início, foram essas diferenças que causaram essa separação feminino/masculino. No entanto, esta é uma análise puramente anatómica e biológica. E, ao nível do cérebro, o que se passa?

Simon Baron-Cohen (2003) é um dos maiores pesquisadores a respeito do funcionamento do cérebro masculino, feminino e do que ele chama de cérebro extremamente masculino (esse seria o cérebro do autista). Em resumo, o autor diz que “sim, existe diferença” entre cérebro masculino e feminino.

De acordo com as suas pesquisas, essas diferenças dão-se antes do nascimento, ainda na vida intra-uterina, causadas por hormonas pré-natais, que, posteriormente, afetam as aptidões, nomeadamente:

1.  Aptidão espacial, mais identificada no sexo masculino, que é suprimida pelo estrogénio;

2.  Aptidão para memória verbal, mais identificada no sexo feminino, devido à reposição hormonal.

Devido às alterações hormonais, podemos identificar nos indivíduos de sexo masculino uma tendência maior para raciocínios matemáticos, jogos de dardos, formas geométricas e padrões complexos, além de objetos em rotação.

Já os indivíduos do sexo feminino estão mais direcionados para a memória verbal e de imagem, facilidade de leitura, além de tarefas de precisão, que requerem maior coordenação motora, controlo e detalhes.

Ao nascer, todas estas situações são acentuadas ou reprimidas pelo ambiente no qual crescemos e isso possibilita mantermos esse ”padrão” ou nos diferenciarmos dele.

Podemos objetivar indivíduos do sexo feminino que processam a linguagem nos dois hemisférios do cérebro (esquerdo e direito), sendo que, os do sexo masculino processam apenas num dos hemisférios (esquerdo). Entretanto, para tarefas nas quais é necessária a utilização da orientação espacial, apenas indivíduos do sexo masculino processam numa região do cérebro, denominada “hipocampo”.

Investigadores da Universidade da Pensilvânia (EUA) concluíram nas mesmas diferenciações, mas por uma abordagem diferente, isto é, que o cérebro masculino possui mais conexões dentro de cada hemisfério e o cérebro feminino possui mais conexões entre os hemisférios.

É importante realçar que não estamos a retratar padrões femininos e masculinos, apenas a apresentar algumas teorias pelas quais são possíveis algumas constatações. Estas são variáveis e podem deixar de fazer sentido, a partir de futuros estudos e descobertas.

O Grupo 4Work