N.º 85 | Outubro de 2016

A Formação para Empresas é uma atividade cada vez mais importante. Não só porque é um requisito legal pois, enquanto entidade empregadora, tem de providenciar a cada um dos funcionários 35 horas de formação, como também é uma mais-valia em termos de competências profissionais e pessoais de que resulta aumento de produtividade da empresa.

A Presmed, uma das empresas do nosso Grupo, é especializada em formação certificada pela Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho, para as áreas de Saúde e Segurança e Higiene no Trabalho. É a pensar nos seus clientes e parceiros que relembramos a responsabilidade das empresas nestas áreas específicas. 

A Presmed tem formação modular, adaptada especialmente às necessidades de qualquer empresa. Dispõe de vários tipos de formação e de várias áreas temáticas, numa gama de oferta com bastantes opções, que permitirá uma escolha mais seletiva.

Funcionários e colaboradores, com formação em diversas áreas, são sempre mais-valias para as empresas onde estão inseridos. São mais competentes, mais polivalentes, mais produtivos e ainda trabalham com mais alegria e com mais motivação. 

Dê mais qualidade à sua empresa. Faça formação. 

Departamento de Formação

As mudanças significativas, que ocorreram no mundo do trabalho, nas últimas décadas, resultaram em riscos emergentes no campo da Segurança e Saúde no Trabalho. Para além de riscos físicos, químicos e biológicos, estas mudanças levaram ao aparecimento de riscos psicossociais.

Os riscos psicossociais podem afetar a saúde psicológica e física, direta ou indiretamente.

Os riscos psicossociais, relacionados com o trabalho, têm sido identificados como um dos grandes desafios contemporâneos para a Segurança e Saúde no Trabalho e estão ligados a problemas nos locais de trabalho, tais como o stress, violência, assédio e intimidação. 

Além disso, as evidências mostram que o stress está relacionado com pouco desempenho, mais absentismo e maior ocorrência de acidentes de trabalho. Stress excessivo é perigoso para a saúde do trabalhador e torna a pessoa incapaz de lidar com exigências adicionais.

Conforme relatado pela Fundação Europeia para a Melhoria das Condições de Vida e de Trabalho, o stress está entre as causas mais comuns relatadas de doença por parte dos trabalhadores, afetando mais de 40 milhões de pessoas em toda a União Europeia.

Um inquérito europeu de empresas sobre riscos novos e emergentes mostra que os acidentes e distúrbios osteo-musculares relacionados com o trabalho, conjuntamente com o stress, são as principais preocupações para cerca de 79% dos gestores. 

Entre os diferentes setores de atividade, a maior diferença nos níveis de preocupação corresponde em lidar com clientes exigentes, pacientes, alunos, entre outros. A preocupação é maior nas áreas da educação, saúde e ação social, bem como, transportes, hotelaria e restauração. 

De facto, constata-se, que a irritabilidade, ansiedade e stress influenciam a vida profissional de um trabalhador de forma diferente em diferentes setores. 

Com a análise de riscos, é possível saber quais são os fatores a controlar. Alguns riscos podem ser evitados através da implementação de medidas adotadas pelo empregador. 

No entanto, cada um de nós pode escolher formas saudáveis e positivas de lidar com o stress, como por exemplo técnicas de relaxamento, exercício físico e laços sociais (família e amigos). 

Se não cuidar de si, quem cuidará?...

Departamento de Segurança no Trabalho

Desde que o mundo é mundo, as diferenças gerais entre o homem e a mulher são entendidas.

Segundo alguns estudos, desde épocas remotas, do Homem de Neanderthal, os homens saíam para realizar os trabalhos mais pesados (caça e delimitação do território) e as mulheres ficavam responsáveis por cuidar do local, no qual estavam alojadas, procriar e executar tarefas um pouco mais simples.

Com o avanço da civilização, continuamos a acentuar essas diferenças no nosso dia-a-dia. Durante muitos anos, a mulher foi, fundamentalmente, direcionada para as tarefas domésticas e responsabilidade dos seus filhos, sendo, no entanto, proibida de participar ativamente nas decisões da família e da sociedade.

Subjugada e cansada desta situação, nas últimas décadas, a mulher foi ganhando espaço na sociedade, participando ativamente nas universidades, empresas e instituições. Ainda hoje, existem inúmeras barreiras, mas elas têm saído vitoriosas desses desafios.

Até ao momento, sabemos que existem diferenças físicas entre homens e mulheres e, de início, foram essas diferenças que causaram essa separação feminino/masculino. No entanto, esta é uma análise puramente anatómica e biológica. E, ao nível do cérebro, o que se passa?

Simon Baron-Cohen (2003) é um dos maiores pesquisadores a respeito do funcionamento do cérebro masculino, feminino e do que ele chama de cérebro extremamente masculino (esse seria o cérebro do autista). Em resumo, o autor diz que “sim, existe diferença” entre cérebro masculino e feminino.

De acordo com as suas pesquisas, essas diferenças dão-se antes do nascimento, ainda na vida intra-uterina, causadas por hormonas pré-natais, que, posteriormente, afetam as aptidões, nomeadamente:

1.  Aptidão espacial, mais identificada no sexo masculino, que é suprimida pelo estrogénio;

2.  Aptidão para memória verbal, mais identificada no sexo feminino, devido à reposição hormonal.

Devido às alterações hormonais, podemos identificar nos indivíduos de sexo masculino uma tendência maior para raciocínios matemáticos, jogos de dardos, formas geométricas e padrões complexos, além de objetos em rotação.

Já os indivíduos do sexo feminino estão mais direcionados para a memória verbal e de imagem, facilidade de leitura, além de tarefas de precisão, que requerem maior coordenação motora, controlo e detalhes.

Ao nascer, todas estas situações são acentuadas ou reprimidas pelo ambiente no qual crescemos e isso possibilita mantermos esse ”padrão” ou nos diferenciarmos dele.

Podemos objetivar indivíduos do sexo feminino que processam a linguagem nos dois hemisférios do cérebro (esquerdo e direito), sendo que, os do sexo masculino processam apenas num dos hemisférios (esquerdo). Entretanto, para tarefas nas quais é necessária a utilização da orientação espacial, apenas indivíduos do sexo masculino processam numa região do cérebro, denominada “hipocampo”.

Investigadores da Universidade da Pensilvânia (EUA) concluíram nas mesmas diferenciações, mas por uma abordagem diferente, isto é, que o cérebro masculino possui mais conexões dentro de cada hemisfério e o cérebro feminino possui mais conexões entre os hemisférios.

É importante realçar que não estamos a retratar padrões femininos e masculinos, apenas a apresentar algumas teorias pelas quais são possíveis algumas constatações. Estas são variáveis e podem deixar de fazer sentido, a partir de futuros estudos e descobertas.

O Grupo 4Work